CONCERTO
Em memória a todos os atingidos pela lama de Bento Rodrigues/MG e ao Rio Doce que se tornou AMARGO

 

O ambientalista Ernesto Galiotto, fará um concerto, em Cabo Frio/RJ, em memória às vítimas do acidente da barragem em Bento Rodrigues (Mariana/MG), que contaminou o Rio Doce e matou 19 pessoas, deixando um rastro de destruição ambiental nunca antes visto no Brasil, e que agora, faz dois anos, dia 05 de novembro/2017. Sendo que essa tragédia em Bento Rodrigues/MG, envolvendo a Samarco, não só alterou todo o percurso do Rio Doce como também o mar.
Segundo o IBAMA, ICMBIO, três estados foram atingidos, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro. Sendo que aqui, em Cabo Frio/RJ, o mar foi atingido com 40 metros de profundidade.

DOMINGO, 05 DE NOVEMBRO, às 9H30
Protesto em forma de música  no Forte São Mateus.
End. Praia do Forte, Cabo Frio / RJ.
Apoio logístico da Secretaria de Cultura de Cabo Frio.

Os músicos convidados são:
David Chew (cello), Fernanda Canaud (piano)
Blas Rivera (piano e saxafone), Michele Barsand (soprano)
Mauro Senise (flauta/saxafone) e Gilson Peranzzetta (piano)
que tocarão música clássica, tango e mpb.

A banda de Congo, NATIVIDADE, de Regência /ES (da foz do Rio Doce), estará presente ao evento exibindo seu lado cultural e manifestando o repúdio à poluição do Rio Doce.

 

SÁBADO , 04 DE NOVEMBRO, às 20H
Em comemoração aos 30 anos da Galiotto Artes, será apresentado um concerto  no bairro da Passagem, na residência do ambientalista, Ernesto Galiotto. Os músicos se apresentarão para convidados onde será gravado também o projeto de fim de ano com transmissão ao vivo para o público através de telão, nas ruas barrocas. End.: Quem 
passar na rua mais fotografada de Cabo Frio verá...

Com mais de 40 anos dedicado à natureza, Ernesto Galiotto esteve recentemente na Europa divulgando o documentário, O Vale das Lágrimas Vermelhas, contando a tragédia ocorrida em toda extensão do Rio Doce. 

 

PROGRAMA

Ave Maria - Bach/Gounod
Apres um Reve - Faure
O Cysne - Saint Saens
Sonatina - Gnatalli
Aria de Bachianas no 5 - Villa Lobos
Oblivion - Piazzolla
Till You Return - Rivera
Canção Para Um Balerina - Rivera
Adeus ao Piano - Beethoven
Preludio - Chopin
Tereza - Peranzzetta
Passagem Brasileira - Peranzzetta
Trenzinho do Caipira - Villa Lobos
Encerramento surpresa !!

 

Músicos

MICHELE BARSAND 
Cantora lírica formada pela Universidade Federal de Alagoas, no curso de Bacharelado em Canto, orientada pela Profª Fátima de Brito. Começou a cantar aos 14 anos através da atividade do canto coral. Como integrante de grupos corais, participou de concursos e concertos realizados em alguns países da Europa como Holanda, Suíça, Itália, França, Portugal, Espanha e Grécia.
Em 2004, obteve ótima classificação no 5º Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão, realizado em Belém/PA. 
Participou de inúmeros workshops, oficinas e cursos  em diversas cidades do país com professores estrangeiros e brasileiros de renome internacional, tais como "Curso Teórico - Prático de Exercícios de Voz" com a fonoaudióloga Profª Drª Silvia Pinho (SP), "Expressão Corporal" com Celso Branco (RJ), “VOCAL POWER” com Vera do Canto e Melo (RJ), "Oficina de Canto Popular" com Felipe Abreu (RJ), entre outros.
Nas oficinas de "Montagem de Espetáculo" dirigidas por Regina Lucatto (RJ), participou como solista da "Ópera do Malandro" (Chico Buarque) no papel de Teresinha, e no "Forrobodó" (Chiquinha Gonzaga) no papel da Mulata Nhá Zeferina.
Em 1997 deu início às atividades de preparadora vocal, trabalhando com grupos teatrais alagoanos. A partir daí, realizou também atividades com grupos corais e cantores solistas.
Voltando para o Rio de Janeiro, integrou o Conjunto de Câmara Sacra Vox, da Escola de Música da UFRJ, participando da gravação do CD lançado em dezembro de 2006. Neste mesmo período, participou como solista do concerto “Música Barroca e Colonial Brasileira” na Sala Cecília Meireles, cujo evento deu origem ao CD de mesmo nome. 
Atualmente, além de atuar como preparadora vocal de grupos corais, vem se especializando em musicais.

BLAS RIVERA
O saxofonista e compositor nasceu em Córdoba, Argentina, onde estudou piano, sax e composição. Cresceu sob a influência do rock e da música clássica e se apaixonou pelo jazz e bossa nova.
Nos EUA estudou jazz e música para cinema na Beklee College of Music.
Viveu durante 15 anos no Brasil, depois na Espanha e agora está de volta ao Brasil. Suas origens são uma mistura de franceses, italianos e espanhóis.
Levou seu tango-jazz por todo o continente americano e por vários países da Europa, como França, Alemanha, Espanha e Suíça onde, em 1999, foi reconhecido como "músico revelação" no Festival de Jazz de Montreux.
Já dividiu o palco com grandes mestres, como Fernando Suarez Paz, Pablo Ziegler, Paulo Moura, Marcos Suzano e Yamandu Costa.

FERNANDA CANAUD
Ela é carioca, estudou na Pro-Arte e na Escola de Música da UFRJ, onde especializou-se na obra de Radamés Gnattali e concluiu cum laude e mestrado em música. Sua formação deve-se principalmente aos pianistas Homero de Magalhães, Linda Bustani e Antonio Guedes Barbosa. A convite de Arthur Moreira Lima, foi responsável pela programação artística da Sala Cecília Meireles. Apresentou-se com diversas Orquestras Brasileiras e atuou também em recitais como solista e camerista em festivais e eventos como a Bienal de Música Contemporânea. No exterior apresentou-se no Festival de Todi na Umbria, Itália, na Sala Villa Lobos, em Paris e na Saint Martin-in-the-Fields de Londres, entre outros. 
Como conferencista, realizou concertos didáticos e palestras sobre a música brasileira dos séculos XVIII, XIX e XX no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, na Casa de Rui Barbosa, na Universidade Nacional de Brasília, Universidade Nacional da Colômbia e na Iberian e Latin-American Music Society de Londres. Apresentou-se na Universidade de Leeds , na Inglaterra, em duo com o David Chew.
Gravou um cd com a obra para piano de Radamés Gnatalli, relançado a pouco com excelentes críticas.
Foi Diretora da Escola Superior de Música Cândido Mendes, em Friburgo/RJ.

MAURO SENISE
Celebrado como atração do Free Jazz e do Chivas Jazz Festival, aplaudido como integrante do grupo Cama de Gato, com participação em inúmeros discos brasileiros, o flautista e saxofonista é o melhor exemplo de que música instrumental é sucesso no Brasil. Nascido no Rio de Janeiro, neto do pensador Alceu Amoroso Lima, começou sua carreira nos anos 70. Estudou flauta clássica com Odette Ernest Dias e sax com Paulo Moura. Já gravou com Milton Nascimento, Glberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Ney Matogrosso, Paulo Moura, Luiz Melodia, Chico Buarque e outros astros da mpb. Em 2000, participou dos cds de João Donato e Ed Motta. Durante 10 anos tocou com Wagner Tiso e Luís Eça, 6 anos com Hermeto Paschoal e 7 anos com Egberto Gismonti. Ganhou inúmeros prêmios, entre eles ‘’Troféu Playboy’’ e o ‘’Prêmio Brahma Extra de Revelação Instrumental’’ pelo conjunto da obra. Se apresentou em toda a Europa com Egberto Gismonti e na Espanha, França, Bélgica e Estados Unidos com o Cama de Gato. Com a cravista Rosana Lanzelotte e o cellista David Chew, mantém um trio que interpreta peças de Bach, Haendel, Tellemann, Villa Lobos e de outros grandes do repertório clássico. No ano de 2000 participou do Projeto Aquarius como solista da Orquestra Sinfônica Brasileira, em concerto para mais de 20 mil pessoas no Forte de Copacabana.

GILSON PERANZZETTA
Com uma trajetória brilhante o músico nascido no subúrbio de Brás de Pina rapidamente foi alçado aos palcos dos Estados Unidos, Europa e Japão. Citado por Quincy Jones como um dos cinco maiores arranjadores do mundo, e também considerado um dos melhores pianistas da atualidade. Algumas de suas composições foram consagradas nas interpretações de Sara Vaughn, Toots Thielemans, Shirley Horne, George Benson, Diane Reeves, Dianne Schurr, Ivan Lins, Nana Caymmi, Leny Andrade, Leila Pinheiro, entre outros. 
Possui mais de 26 cd’s gravados e mais de 120 músicas compostas. Recebeu por dois anos consecutivos, 1988 e 1989, o ‘’Troféu Brahma ‘’ de melhor instrumentista e arranjador e três ‘’Prêmio Sharp de Música’’ : melhor arranjador (1989), melhor compositor e melhor intérprete (1998). Recentemente chegado da Europa onde se apresentou com a WDR Big Band, da cidade de Colônia, como regente, diretor musical, arranjador e solista, Gilson Peranzzetta se prepara para mais gravações de cds.

DAVID CHEW
Provavelmente o mais carioca dos músicos ingleses, apaixonado pelo Brasil e pela música desse país, participa com entusiasmo de iniciativas artísticas que vão desde as gravações para tv até os desfiles das escolas de samba, promovendo intercâmbio e a quebra de barreira entre os diversos gêneros musicais.
Simultaneamente, se dedica ao elegante e amplo repertório de câmara para o seu instrumento, procurando oferecer as mais belas páginas dos grandes mestres ao público brasileiro ao lado de importantes nomes do cenário musical.
Fundador e Diretor Artístico do Internacional Cello Encounter, há mais de oito anos reúne no Rio de Janeiro, os maiores nomes do instrumento para concertos, master class e intercâmbio com alunos e músicos brasileiros. Spalla da OSB e do Quarteto da UFF, fez seus estudos no Guildhall School of Music de Londres e ainda pós graduação na Universidade de Hull, onde se especializou em música brasileira. Foi primeiro-cellista da Orquestra Nacional Jovem da Grã-Bretanha, onde trabalhou com renomados regentes, entre eles Pierre Boulez. Mais tarde, juntou-se a Orquestra Sinfônica da BBC e ao The London Mozart Players. Desde 1981, vive no Rio de Janeiro convidado para tocar na Orquestra Sinfônica Brasileira. Fundou as Orquestras de Câmara Brazil Consort e Rio Strings e o Rio Cello Ensemble, grupos com os quais tem se apresentado no Brasil e Europa, com um repertório que une música popular com erudita brasileira a obras do grande repertório universal. Além disso participa intensamente de gravações tanto com artistas brasileiros quanto internacionais. 
Lançou o cd Sonhos Românticos em que interpreta páginas clássicas do repertório do seu instrumento.

 

ERNESTO GALIOTTO
Empresário, ambientalista, fotógrafo e escritor, 71 anos, nasceu em Flores da Cunha, interior do Rio Grande do Sul, onde viveu até os seus 25 anos. Em 1971 foi aconselhado a fazer uma viagem de férias ao Rio de Janeiro devido ao clima, em virtude da saúde de seu filho, e foi parar em Arraial do Cabo/RJ. Logo ficou encantado com as belezas da região e decidiu estabelecer-se em Cabo Frio/RJ.
Bisneto de imigrantes italianos agricultores, Ernesto Galiotto se criou na roça, junto a natureza, e aprendeu a conviver com os animais silvestres, a respeitar e a defender a natureza muito antes de conhecer a palavra “Ecologia”. A sensibilidade para a música e para a cultura foi herdada dos seus ancestrais, e trouxe a Ernesto o sonho de divulgar a cultura, principalmente a música clássica na região.
Tudo começou em 1987, com o I Concerto de Abertura de Verão, com a Orquestra Sinfônica Brasileira, sob a regência do Maestro Isaac Karabtchevsky, estreiando a Galiotto Artes Promoção e Lazer Ltda. 
Estava sempre presente na defesa da natureza de toda a região. Dentre suas conquistas está a preservação do remanescente da Mata Atlântica na Região dos Lagos.
Agora, comemorando os 30 anos de atividades, somam-se 122 projetos executados: mais de 40 concertos clássicos, nacionais e internacionais, 3 envolvendo a Orquestra Sinfônica Brasileira, 4 shows de MPB, 2 peças teatrais, inúmeras palestras em escolas exibindo imagens sobre educação ambiental, criação e lançamento do CD “Natal Internacional”no Copacabana Palace (1996) e na Igreja Matriz de Cabo Frio, o tradicional Concerto de Abertura de Verão, 4 restauros de patrimônio histórico, cultural e religioso, como: Prédio do Convento e Igreja de Nossa Senhora dos Anjos, altares, nave principal e ricos retábulos – Cabo Frio; Carruagem do século XVIII, da Casa de Casemiro de Abreu – Barra de São João/RJ; Igreja de Sant'Anna - Armação dos Búzios/RJ, (a imagem de Sant'Anna restaurada foi entregue com uma procissão marítima totalizando mais de 50 embarcações); 4 painéis Evangelistas em tela e o teto da neve principal da Igreja de Nossa Senhora de Assunpção – Cabo Frio/RJ.
Dentro de sua propriedade denominada PARQUE DA PREGUIÇA (criado em 1998) em Tamoios no 2º Distrito de Cabo Frio/RJ, criou o ECAEV – Espaço Cultural e Ambiental Érico Veríssimo, inaugurado em 11/12/1999 com a presença do escritor Luís Fernando Veríssimo. O auditório do ECAEV dá lugar a palestras e comemorações de datas especiais com projeção de vídeos sobre as questões ambientais da região, destinada principalmente às escolas, onde mais de 40.000 alunos já participaram. Lá mantém um acervo de mais de 80.000 fotografias aéreas, de Macaé ao Rio de Janeiro, mostrando as belezas da região, contrapondo-se às cicatrizes deixadas pela devastação ambiental a exemplo dos grandes lagos cavados pela extração de areias.
Em junho de 2008 no ECAEV, lançou o livro “Natureza Intacta & Agredida” 30 anos de luta ambiental. Um livro para gerações aprenderem a respeitar e admirar o Meio Ambiente.
Em outubro de 2013 foi inaugurado o Terraço Cultural e Fotográfico Nóris Carmen M. Galiotto com um concerto de abertura com o violoncelista David Chew, a soprano Marta Herr, o saxofonista Blas Rivera e a pianista Fernanda Canaud.
Em dezembro de 2013, depois de 10 meses de obra intensa, foi entregue o CAJEF, Centro Social, Cultual e Ambiental da Cidadania do Jacaré.
Em abril e maio de 2014 fez o Inventário do Rio São Francisco através de imagens e fotos aéreas: “Mico Leão Voador Em Ação no Velho Chico”, outros 32 episódios menores compondo uma série sobre o Rio São Francisco. 
Em 2016 lançou o filme “O Vale das Lágrimas Vermelhas”, expondo as consequências do maior desastre natural do Brasil. Concluindo também com fotos aéreas.
E agora, chegamos ao projeto 123 com esse evento em Mariana/MG.